Quinta, 12 de outubro de 2017, 22h00
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Esportes / no PSG

Executivo que bancou Neymar é acusado de pagar propina

No centro da polêmica, porém, está Nasser Al-Khelaïfi, o homem que bancou a transferência recorde de Neymar do Barcelona ao PSG por 222 milhões de euros (R$ 821 milhões) e hoje dono do time de Paris

Num novo capítulo dos escândalos de corrupção na Fifa, o Ministério Público da Suíça revela que abriu um processo penal contra o ex-secretário-geral da entidade, Jerome Valcke e o diretor da BEIN MEDIA GROUP por corrupção na escolha de contratos de TV para a Copa do Mundo.

 

No centro da polêmica, porém, está Nasser Al-Khelaïfi, o homem que bancou a transferência recorde de Neymar do Barcelona ao PSG por 222 milhões de euros (R$ 821 milhões) e hoje dono do time de Paris. Operações em conjunto da polícia da Suíça, Itália, Espanha e França foram realizadas nesta quinta-feira, com o confisco de materiais em diferentes locais, residências e escritórios.

 

As investigações, segundo Berna, começaram no dia 20 de março e apontam para "suspeitas de corrupção privada", além de gestão desleal e falsidade de títulos.

 

"Jérôme Valcke é suspeito de ter aceito vantagens indevidas em relação a acordos de mídia em certos países por parte de um executivo do setor dos direitos esportivos no que se refere às Copas do Mundo de 2018, 2022, 2026 e 2030 e da parte de Nasser Al-Khelaïfi no que se refere às Copas de 2026 e 2030", disse um comunicado do MP suíço.

 

Além da compra fraudulenta dos direitos, Valcke é ainda alvo de um outro processo penal conduzido por Berna desde março de 2016, por conta de gestão desleal ainda no âmbito da Fifa. Elementos que surgiram da primeira investigação foi o que, agora, levaram os investigadores a chegar até o dono do PSG.

 

Valcke, por estar na Suíça para participar de uma audiência no Tribunal Arbitral dos Esportes, ainda foi alvo da polícia de Berna nesta quinta-feira e foi obrigado a responder a perguntas. "Valcke prestou depoimento na Suíça, na qualidade de suspeito", confirmou o MP. O francês não foi colocado em prisão provisória.

 

Segundo o MP, em dois anos de investigações, 180 casos de suspeitas de lavagem de dinheiro resultaram na abertura de 25 processos criminais relacionados ao futebol. A reportagem já havia revelado que um deles se refere a Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

 

Nesse período, um total de 19 terabites de documentos foram confiscados para exame.



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